quarta-feira, janeiro 24, 2018

Espera - Poema de Sophia de Mello Breyner





Dei-te a solidão do dia inteiro,
Na praia deserta, brincando com a areia,
No silêncio que apenas quebrava a maré cheia
A gritar o seu eterno insulto,
Longamente esperei que o teu vulto
Rompesse o nevoeiro.


Sophia de Mello Breyner Andresen


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