quarta-feira, janeiro 24, 2018

Manhã - Poema de Virgínia Vitorino





Oh, a frescura intensa da manhã,
Batendo, lado a lado, toda a estrada ! 
_Inda há pouco apanhei uma braçada
De alfazema florida, ingénua e sã...
     
Abre no céu, a fulgida romã
Que em beijos de oiro se desfaz, cansada,
Oh, como eu sinto agora remoçada
A minha fé tranquila de cristã...
     
Nos silvados despontam as amoras,
Começa, ao longe, a vibração das noras
Todo o campo se alegra e se ilumina !
    
Passam pardais a grazinar em bando,
Um rebanho, um pastor, de quando em quando,
_E cheira a mato, a frutos, a resina...

     
       Virgínia Vitorino 


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