quarta-feira, janeiro 24, 2018

Clarão - Poema de Miguel Torga





O que isto é, viver!
Abrir os olhos, ver,
E ser o nevoeiro que se vê!
Nevoeiro ao nascer,
Nevoeiro ao morrer,
E um destino na mão que se não lê...

Miguel Torga, in 'Diário (1942)'


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