domingo, dezembro 28, 2014

O Que Tu És - Poema de Florbela Espanca





És Aquela que tudo te entristece
Irrita e amargura, tudo humilha;
Aquela a quem a Mágoa chamou filha;
A que aos homens e a Deus nada merece.

Aquela que o sol claro entenebrece
A que nem sabe a estrada que ora trilha,
Que nem um lindo amor de maravilha
Sequer deslumbra, e ilumina e aquece!

Mar-Morto sem marés nem ondas largas,
A rastejar no chão como as mendigas,
Todo feito de lágrimas amargas!

És ano que não teve Primavera...
Ah! Não seres como as outras raparigas
Ó Princesa Encantada da Quimera!...


Florbela Espanca



Vê-de SENHOR






Vê-de Senhor, quanta gente
Nunca ouviu falar de vós.
Quanta gente não sabe
Que deve amar alguém
Senhor, aceitai-nos assim!

Vê-de Senhor, nós chegámos
Prontos a dar o que temos.
A vida alegre ou triste
O amor que em nós existe
Senhor, aceitai-nos assim!

Cântico Religioso




terça-feira, dezembro 23, 2014

Obrigado meu PAI



PAI eu te quero agradecer



Pai, hoje quero agradecer
Pela Lua e pelo Sol
Por acordar ao amanhecer
Com o canto do rouxinol

E quando estou sozinha
E o meu coração chora
A tua mão me acarinha
E o teu Amor me consola

Pai, hoje quero agradecer
Pelos pássaros a chilrear
Pelas árvores a florescer
Por sempre me acompanhar

Obrigado meu querido amigo
Por meu coração escutar
Ès o meu porto de abrigo
Contigo posso sempre contar

Pai, hoje quero agradecer
Pelas florestas e mar
Por me ajudares a aprender
Que o importante é Amar


Perdoa estas simples palavras
Poemas eu não sei escrever
Mas do fundo do coração
Eu Te quero AGRADECER



Obrigado meu PAI


Maria




“Se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo.” Voltaire

domingo, dezembro 21, 2014

Provérbios Chineses




Provérbios Chineses

Se caíres sete vezes, levanta-te oito.


As pessoas arranjam todos os dias o cabelo.
Porque não o coração?


Escava o poço antes de teres sede.


A violência é o refúgio das mentes pequenas.




"O homem sábio é aquele que não se entristece com as coisas que não tem, mas rejubila-se com as que tem." (Epiteto)

terça-feira, dezembro 16, 2014

Canção da Fraternidade




Hoje é o dia da vitória e da verdade,
da nudez e da encarnação da história.
Vinde todos contemplar e adorar,
pousem armas porque a vida vai mudar.

O Menino que nasceu é Deus connosco,
povos todos exultai de alegria.
É o dia de criar um mundo novo
onde todos são iguais em harmonia.

Como borboletas que bebem das flores,
beberão das fontes da paz,
da Eucaristia e do perdão,
de todos os cantos da terra virão.

Todos, mãos nas mãos, diante do amor
chorarão esfomeados do perdão.
Com o coração a rebentar de ternura
serão o grande dia do Senhor.

Como a paz não se constrói sem liberdade,
e a verdade não se vive sem amor,
povos todos agarrai-vos ao que é vida
pois o mundo foi tomado p'lo Senhor.

Lá do alto veio a paz e a redenção,
fez-se homem o Deus vivo e verdadeiro.
Povos todos agarrai-vos ao que é vida
porque Deus está a nascer no mundo inteiro.

Vim ao mundo p'ra que todos tenham vida,
e esse pão vos alimento para sempre.
Eu vos mando o vosso mundo tranformar
p'ra que todos tenham vida plenamente.

Não existe maior prova de amor
que dar vida pela humanidade.
Esta mesma nos ensina a libertar
todo o homem oprimido e sem verdade.

Cântico Religioso


quinta-feira, dezembro 11, 2014

Fica Junto a Nós - Cântico Religioso




As sombras se desvanecem, e a noite cai
No horizonte se desprendem,
Os reflexos tão distantes de um dia
Que nasceu em nós e não terá fim
Porque sabemos que uma nova vida
Daqui partiu e nunca mais acabará.

Fica junto a nós, que em breve desce o sol
Fica junto a nós que o dia findará
Fica junto a nós e o sol se esconderá
Se estás entre nós, a noite não virá.

Como o mar se espraia, infinitamente
O vento soprará e abrirá
Os caminhos escondidos, tantos corações
Hão-de ver uma nova luz clara
Como uma chama que onde passa queima
O Teu amor todo o mundo invadirá.

À nossa volta a humanidade luta, sofre e anseia
Como um deserto, esta terra
Está sedenta de uma chuva de um céu azul
Sem ter nuvens mas que pode dar vida
Em Ti seremos nascentes de água viva
E Tu em nós esta terra inundarás!


Cântico Religioso


quarta-feira, dezembro 10, 2014

Perdoa Senhor




Perdoa, senhor, o nosso dia,
A ausência de gestos corajosos,
A fraqueza dos actos consentidos,
A vida dos momentos mal amados.

Perdoa o espaço que te não demos,
Perdoa porque não nos libertámos,
Perdoa as correntes que pusemos
Em ti, senhor, porque não ousámos.

Contudo, faz-nos sentir,
Perdoar é esquecer a antiga guerra.
E, partindo, recomeçar de novo,
Como o sol, que sempre beija a terra.



Cântico Religioso


segunda-feira, dezembro 08, 2014

O Senhor é meu Pastor





Confiarei nessa voz que não se impõe,
mas que eu ouço bem cá dentro no silêncio a segredar.
Confiarei, ainda que mil outras vozes
corram muito mais velozes, para me fazer parar.

E avançarei, avançarei no meu caminho.
Agora eu sei que tu comigo vens também.
Aonde fores, aí estarei, em Ti avançarei:

O Senhor é meu pastor,
sei que nada temerei.
Ele guia o meu andar,
sem medo avançarei.

Confiarei na Tua mão que não me prende,
mas que aceita cada passo do caminho que eu fizer.
Confiarei, ainda que o dia escureça
não há mal que me aconteça, se conTigo eu estiver.

E avançarei, avançarei no meu caminho.
Agora eu sei que tu comigo vens também.
Aonde fores, aí estarei, em Ti avançarei:

Confiarei, por verdes prados me levas,
e em Teu olhar sossegas a pressa do meu olhar.
Confiarei, a frescura das Tuas fontes
deixa a minha vida cheia, minha taça a transbordar.

E avançarei, avançarei no meu caminho
Agora eu sei que tu comigo vens também.
Aonde fores, aí estarei, em Ti avançarei.


Cântico Religioso



Voa a grande altitude



Não fiques na praia
Com o barco amarrado,
E medo do mar.
Tudo aqui é miragem,
Mas na outra margem
Alguém a esperar.

Como onda que morre,
Sozinha na praia,
Não fiques brincando.
No mar confiante,
Ensina o teu canto
De ave voando.

Voa bem mais alto,
Livre sem alforge
sem prata, nem ouro.
Amando este mundo,
Esta vida que é campo,
E esconde o tesouro.

Ninguém te ensinou
Mas no fundo tu sentes
Asas para voar.
Nem que o céu se tolde,
E as nuvens impeçam.
Tu não vais parar.

Há gente vivendo
Tranquila e contente,
Como eu já vivi.
És águia diferente,
Céu azul cinzento
Foi feito p’ra ti.

Voa bem mais alto,
Livre sem alforge
sem prata, nem ouro.
Amando este mundo,
Esta vida que é campo,
E esconde o tesouro.

Cânticos Religiosos



sexta-feira, novembro 14, 2014

A montanha da Vida




A vida pode ser comparada à conquista de uma montanha. Como a vida, ela possui altos e baixos. Para ser conquistada, deve merecer detalhada observação, a fim de que a chegada ao topo se dê com sucesso.



Todo alpinista sabe que deve ter equipamento apropriado. Quanto mais alta a montanha, maiores os cuidados e mais detalhados os preparativos.
No momento da escalada, o início parece ser fácil. Quanto mais subimos, mais árduo vai se tornando o caminho.




Chegando a uma primeira etapa, necessitamos de toda a força para prosseguir. O importante é perseguir o ideal: chegar ao topo.
À medida que subimos, o panorama que se descortina é maravilhoso. As paisagens se desdobram à vista, mostrando-nos o verde intenso das árvores, as rochas pontiagudas desafiando o céu. Lá embaixo, as casas dos homens tão pequenas...
É dali, do alto, que percebemos que os nossos problemas, aqueles que já foram superados são do tamanho daquelas casinhas.




Pode acontecer que um pequeno descuido nos faça perder o equilíbrio e rolamos montanha abaixo. Batemos com violência em algum arbusto e podemos ficar presos na frincha de uma pedra.
É aí que precisamos de um amigo para nos auxiliar. Podemos estar machucados, feridos ao ponto de não conseguir, por nós mesmos, sair do lugar. O amigo vem e nos cura os ferimentos.
Estende-nos as mãos, puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada. Os pés e as mãos vão se firmando, a corda nos prende ao amigo que nos puxa para a subida.




Na longa jornada, os espaços acima vão sendo conquistados dia a dia.
Por vezes, o ar parece tão rarefeito que sentimos dificuldade para respirar. O que nos salva é o equipamento certo para este momento.
Depois vêm as tempestades de neve, os ventos gélidos que são os problemas e as dificuldades que ainda não superamos.




Se escorregamos numa ladeira de incertezas, podemos usar as nossas habilidades para parar e voltar de novo. Se caímos num buraco de falsidade de alguém que estava coberto de neve, sabemos a técnica para nos levantar sem torcer o pé e sem machucar quem esteja por perto.

Para a escalada da montanha da vida, é preciso aprender a subir e descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem.
Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha.




Para os alpinistas, os mais altos picos são os que mais os atraem. Eles desejam alcançar o topo e se esmeram.
Preparam-se durante meses. Selecionam equipa, material e depois se dispõem para a grande conquista.
Um desses arrojados alpinistas, Waldemar Nicliewicz, o brasileiro que conquistou o Everest, disse: Quem de nós não quer chegar ao alto de sua própria montanha?




Todos nós temos um desejo, um sonho, um objetivo, um verdadeiro Everest. E este Everest não tem 8.848 metros de altitude, nem está entre a China e o Nepal. Este Everest está dentro de nós.
É preciso ir em busca deste Everest, de nossa mais profunda realização.

Fonte: "Momento de Reflexão"

terça-feira, outubro 28, 2014

Perdi os meus Fantásticos Castelos




Perdi meus fantásticos castelos
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!

Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!

Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...

Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...


Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"


segunda-feira, outubro 20, 2014

Natureza na Cidade

Vivo na cidade, onde predominam os prédios, carros, barulho, agitação e correria, enfim, longe da Natureza que tanto admiro. Graças a Deus que trabalho num local onde existe um lindo jardim e logo pela manhã, antes de entrar no escritório e me sentar em frente do computador para trabalhar, esta visão da natureza é um bálsamo para a minha alma.




Nesses rápidos instantes em que os meus olhos observam o jardim sinto-me feliz, é como se toda a magia da natureza inundasse o meu espírito.




A felicidade é um momento fugaz, surge sem aviso prévio e parte da mesma maneira, por isso devemos ter sempre o nosso coração pronto para a SENTIR chegar.




Para mim não há vidas felizes e vidas infelizes, a vida tem é momentos felizes, rotina (dia-a-dia) e momentos infelizes. É fundamental ter o espírito sempre aberto para apreciar dentro da nossa rotina diária, cada momento feliz que possa surgir e ele pode estar na beleza de uma flor, no orvalho da manhã que repousa delicadamente na relva, no canto de uma ave, no sorriso de uma criança, nas palavras doces de um amigo, no abraço dos nossos filhos, no olhar ou gesto terno do nosso(a) companheiro(a)...




Cada momento destes é único, bonito, especial e enche o meu coração de felicidade.



Sou de opinião que devemos sempre partilhar o que nos deixa felizes, para que essa felicidade possa tocar também o coração de todos os que nos rodeiam, por isso, aqui deixo algumas fotografias que tirei, para todos os amigos que me visitarem.




"Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz." ( Madre Teresa de Calcutá )

quinta-feira, outubro 16, 2014

Amar como JESUS Amou




Um dia uma criança me parou
Olhou-me nos meus olhos a sorrir
Caneta e papel na sua mão
Tarefa escolar para cumprir.
E perguntou no meio d’um sorriso
O que é preciso para ser feliz.

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria
Muito mais feliz.

Ouvindo o que eu falei ela me olhou e disse que era lindo o que falei
Pediu que repetisse por favor
Que não falasse tudo de uma vez
E perguntou de novo, num sorriso
O que é preciso para ser feliz.

Depois que terminei de repetir
Seus olhos não saiam do papel
Toquei em seu rostinho e a sorrir
Pedi que ao transmitir fosse fiel
E ela deu-me um beijo demorado
E ao meu lado foi dizendo assim:

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria
Muito mais feliz.


Cântico Religioso


"Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar." (Machado de Assis)

quarta-feira, outubro 01, 2014

Provérbios Hindus



"O coração em paz vê uma festa em todas as aldeias"
"Um livro aberto, é uma mente que fala; fechado, um amigo que espera; esquecido, uma alma que perdoa; destruído, um coração que chora."
"Bem que se faz na véspera, torna-se em felicidade no dia seguinte."
"Quando falares, procura que as tuas palavras sejam melhores que o silêncio."
"Se desejas ser feliz, tens que desejar ver a outros felizes, também."
"Não há árvore que o vento não tenha abanado."




"A sabedoria da vida é sempre mais profunda e mais vasta do que a sabedoria dos homens." (Máximo Gorki)

sábado, setembro 20, 2014

Junquilhos - Poema de Florbela Espanca





Nessa tarde mimosa de saudade
Em que eu te vi partir, ó meu amor,
Levaste-me a minh’alma apaixonada
Nas olhas perfumadas duma flor.

E como a alma, dessa florzita,
Que é a minha, por ti palpita amante!
Oh alma doce, pequenina e branca,
Conserva o teu perfume estonteante!

Quando fores velha, emurchecida e triste,
Recorda ao meu amor, com teu perfume
A paixão que deixou e qu’inda existe…

Ai, dize-lhe que se lembre dessa tarde,
Que venha aquecer-se ao brando lume
Dos meus olhos que morrem de saudade!


Florbela Espanca 

quinta-feira, agosto 28, 2014

Árvores do Alentejo





Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido... e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!


Florbela Espanca


quinta-feira, agosto 14, 2014

Almas e Borboletas




Há certas almas
como as borboletas,
cuja fragilidade de asas
não resiste ao mais leve contato,
que deixam ficar pedaços
pelos dedos que as tocam.
Em seu voo de ideal,
deslumbram olhos,
atraem as vistas:
perseguem-nas,
alcançam-nas,
detém-nas,
mas, quase sempre,
por saciedade
ou piedade,
libertam-nas outra vez.
Elas, porém, não voam como dantes,
ficam vazias de si mesmas,
cheias de desalento...
Almas e borboletas,
não fosse a tentação das cousas rasas;
- o amor de néctar,
- o néctar do amor,
e pairaríamos nos cimos
seduzindo do alto,
admirando de longe!...


Gilka Machado

segunda-feira, julho 28, 2014

Ruínas - Poema de Florbela Espanca






Se é sempre Outono o rir das Primaveras,
Castelos, um a um, deixa-os cair...
Que a vida é um constante derruir
De palácios do Reino das Quimeras!

E deixa sobre as ruínas crescer heras,
Deixa-as beijar as pedras e florir!
Que a vida é um contínuo destruir
De palácios do Reino das Quimeras!

Deixa tombar meus rútilos castelos!
Tenho ainda mais sonhos para erguê-los
Mais alto do que as águias pelo ar!

Sonhos que tombam! Derrocada louca!
São como os beijos duma linda boca!
Sonhos!... Deixa-os tombar... Deixa-os tombar.


Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"


sábado, junho 28, 2014

Ao Vento - Poema de Florbela Espanca




O vento passa a rir, torna a passar,
Em gargalhadas ásperas de demente;
E esta minh’alma trágica e doente
Não sabe se há-de rir, se há-de chorar!

Vento de voz tristonha, voz plangente,
Vento que ris de mim sempre a troçar,
Vento que ris do mundo e do amor,
A tua voz tortura toda a gente! ...

Vale-te mais chorar, meu pobre amigo!
Desabafa essa dor a sós comigo,
E não rias assim ! ... Ó vento, chora!

Que eu bem conheço, amigo, esse fadário
Do nosso peito ser como um Calvário,
e a gente andar a rir pla vida fora!! ...


Florbela Espanca


sexta-feira, maio 16, 2014

Deixa Deus Entrar




Deixa Deus entrar na tua própria casa
Deixa-te tocar pela Sua graça
Dentro, no segredo, reza-lhe sem medo:
Senhor, Senhor!
Que queres que eu faça

Só no fundo do ser eu vou encontrar
As razões de viver, as razões de amar
É bem dentro de nós que está a raiz
Que nos faz amar e ser feliz.

Deixa Deus entrar na tua própria casa
Deixa-te tocar pela Sua graça
Dentro, no segredo, reza-lhe sem medo:
Senhor, Senhor!
Que queres que eu faça

Tanta coisa me impede de O escutar
Me desvia da meta que me propus
Vou ter a coragem de O deixar entrar
Vou seguir o clarão da Sua luz.

Deixa Deus entrar na tua própria casa
Deixa-te tocar pela Sua graça
Dentro, no segredo, reza-lhe sem medo:
Senhor, Senhor!
Que queres que eu faça

Vou consentir que Seu olhar de amor
Se fixe em mim e eu me deixe olhar
Eu vou-me abrir num acto livre ao Senhor
Eu vou ser de Deus e vou deixá-lo entrar.

Cântico Religioso

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