segunda-feira, janeiro 29, 2018

Orquídeas e Pensamentos


Hoje vamos Divagar com pensamentos de Antoine de Saint-Exupéry, apreciando toda beleza de uma das muitas maravilhas, com que a natureza nos presenteia, as Orquídeas.




" Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós."




" Não exijas de ninguém senão aquilo que realmente pode dar."




"Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos. "




"Conhecer não é demonstrar nem explicar, é aceder à visão."




“Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.”




“Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção.”




" Só os caminhos invisíveis do amor libertam os homens.




" Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"




"Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo."




"O Amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte"

Estátuas e Flores


Hoje vamos divagar deixando o nosso olhar apreciar a arte e mestria do homem e a arte e encanto da natureza. Cada peça de arte contêm em si um pouco da alma do artista que a fez, assim como cada flôr faz parte de um todo precioso, a natureza sua mãe.




"A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam." (Auguste Rodin)





"A natureza é grande nas coisas grandes e grandíssima nas pequeninas." (Saint-Pierre)





“A arte é um resumo da natureza feito pela imaginação. “ (Eça de Queiroz)





A natureza tem perfeições para demonstrar que é a imagem de Deus e imperfeições para provar que só é uma imagem." (Blaise Pascal)




“A lei suprema da arte é a representação do belo. “ (Leonardo da Vinci)




"A natureza é sábia e justa. O vento sacode as árvores, move os galhos, para que todas as folhas tenham o seu momento de ver o sol." (Humberto de Campos)





"Uma obra de arte é o resultado excepcional de um temperamento excepcional." (Oscar Wilde)





"Toda a natureza é uma harmonia divina, sinfonia maravilhosa que convida todas as criaturas a que acompanhem sua evolução e progresso." (Tsai Chih Chung)





Toda a obra de arte é uma personalidade. O artista vive nela, depois dela ter vivido longo tempo dentro dele." (Vargas Vila)





"A natureza não faz nada em vão." (Aristóteles)





"A arte é um instante de eternidade e perfeição." (V. Avelino)





A natureza reservou para si tanta liberdade que não a podemos nunca penetrar completamente com o nosso saber e a nossa ciência." (Goethe)




"Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte para ver a alma." (George Bernard Shaw)

Fontes e Fotos: 1ms.net; www.topito.com/; http://www.decorfortheoutdoors.com/; Fotos pessoais; www.sitequente.com; Wikipedia; outros net




"A natureza está constantemente a misturar-se com a arte." (Ralph Waldo Emerson)

sábado, janeiro 27, 2018

Deve Chamar-se Tristeza - Poema de Feranando Pessoa





Deve chamar-se tristeza
Isto que não sei que seja
Que me inquieta sem surpresa,
Saudade que não deseja.

Sim, tristeza — mas aquela
Que nasce de conhecer
Que ao longe está uma estrela
E ao perto está não a ter.

Seja o que for, é o que tenho.
Tudo mais é tudo só.
E eu deixo ir o pó que apanho
De entre as mãos ricas de pó. 


Fernando Pessoa


Sonho - Poema de Marquesa de Alorna




Perdoa, Amor, se não quero
Aceitar novo grilhão;
Quando quebraste o primeiro,
Quebraste-me o coração.

Olha, Amor, tem dó de mim!
Repara nos teus estragos,
E desvia por piedade
Teus sedutores afagos!

Tu de dia não me assustas;
Os meus sentidos atentos
Opõem aos teus artifícios
Mil pesares, mil tormentos.

Mas, cruel, porque me assaltas,
De mil sonhos rodeado?
Porque acometes no sono
Meu coração descuidado?...

Eu, quando acaso adormeço,
Adormeço de cansada,
E o crepúsculo do dia
Me acorda sobressaltada.

Arguo então a minha alma,
Repreendo a natureza
De ter cedido ao descanso
Tempo que devo à tristeza.

Que te importa um ser tão triste?...
Cobre de jasmins e rosas
Outras amantes felizes!
Deixa gemer as saudosas! 


Marquesa de Alorna, in 'Antologia Poética' 


quarta-feira, janeiro 24, 2018

Sei que estou só - Poema de Sophia de Mello Breyner





Sei que estou só e gelo entre as folhagens
Nenhuma gruta me pode proteger
Como um laço deslaça-se o meu ser
E nos meus olhos morrem as paisagens.

Desligo da minha alma a melodia
Que inventei no ar. Tombo das imagens
Como um pássaro morto das folhagens
Tombando se desfaz na terra fria.



Sophia de Mello Breyner


Sacode as Nuvens - Poema de Sophia de Mello Breyner




Sacode as nuvens que te poisam nos cabelos,
Sacode as aves que te levam o olhar.
Sacode os sonhos mais pesados do que as pedras.

Porque eu cheguei e é tempo de me veres,
Mesmo que os meus gestos te trespassem
De solidão e tu caias em poeira,
Mesmo que a minha voz queime o ar que respiras
E os teus olhos nunca mais possam olhar.



Sophia de Mello Breyner





Para Atravessar Contigo o Deserto do Mundo





Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei

Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento


Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Livro Sexto'



Oh o dia de hoje - Poema de Sophia de Mello Breyner





Ó dia de hoje, ó dia de horas claras
Florindo nas ondas, cantando nas florestas,
No teu ar brilham transparentes festas
E o fantasma das maravilhas raras
Visita, uma por uma, as tuas horas
Em que há por vezes súbitas demoras
Plenas como as pausas dum verso.

Ó dia de hoje, ó dia de horas leves
Bailando na doçura
E na amargura
De serem perfeitas e de serem breves.

Sophia de Mello Breyner Andresen


Soneto XV - William Shakespeare




Quando penso que tudo o quanto cresce
Só prende a perfeição por um momento,
Que neste palco é sombra o que aparece
Velado pelo olhar do firmamento;

Que os homens, como as plantas que germinam,
Do céu têm o que os freie e o que os ajude;
Crescem pujantes e, depois, declinam,
Lembrando apenas sua plenitude.

Então a idéia dessa instável sina
Mais rica ainda te faz ao meu olhar;
Vendo o tempo, em debate com a ruína,

Teu jovem dia em noite transmutar.
Por teu amor com o tempo, então, guerreio,
E o que ele toma, a ti eu presenteio.


William Shakespeare


Soneto XVII - William Shakespeare




Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.


William Shakespeare



Soneto I - William Shakespeare




Dentre os mais belos seres que desejamos enaltecer,
Jamais venha a rosa da beleza a fenecer,
Porém mais madura com o tempo desfaleça,
Seu suave herdeiro ostentará a sua lembrança;

Mas tu, contrito aos teus olhos claros,
Alimenta a chama de tua luz com teu próprio alento,
Atraindo a fome onde grassa a abundância;
Tu, teu próprio inimigo, és cruel demais para contigo.

Tu, que hoje és o esplendor do mundo,
Que em galhardia anuncia a primavera,
Em teu botão enterraste a tua alegria,
E, caro bugre, assim te desperdiças rindo.
Tem dó do mundo, ou sê seu glutão –
Devora o que cabe a ele, junto a ti e à tua tumba.


William Shakespeare


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