quinta-feira, janeiro 18, 2018

No Banco do Jardim - Carlos Drummond de Andrade





No Banco de jardim
o tempo se desfaz
e resta entre ruídos
a corola de paz.
No banco do jardim.
a sombra se adelgaça
e entre besouro e concha
de segredo, o anjo passa.
No banco de jardim,
o cosmo se resume
em serena parábola,
impressentido lume.



Carlos Drummond de Andrade
In ‘Poesia Completa’





Sem comentários:

Enviar um comentário

Topo