Sorridente, ao nascer do dia,
ele sai de casa com a sua rede.
Vai caçar borboletas, mas fica preso
à frescura do rio que lhe mata a sede
ou ao encanto das flores do prado.
Vê tanta beleza à sua volta
que esquece a rede em qualquer lado
e antes de caçar já foi caçado.
À noite, regressa a casa cansado
e estranhamente feliz
porque a sua caixa está vazia,
mas diz sempre, suspirando:
Que grande caçada e que belo dia!
Antes de entrar, limpa as botas
num tapete de compridos pêlos
e sacode, distraído,
as muitas borboletas de mil cores
que lhe pousaram nos ombros, nos cabelos.
Álvaro Magalhães,
in "O reino perdido", 2000
ele sai de casa com a sua rede.
Vai caçar borboletas, mas fica preso
à frescura do rio que lhe mata a sede
ou ao encanto das flores do prado.
Vê tanta beleza à sua volta
que esquece a rede em qualquer lado
e antes de caçar já foi caçado.
À noite, regressa a casa cansado
e estranhamente feliz
porque a sua caixa está vazia,
mas diz sempre, suspirando:
Que grande caçada e que belo dia!
Antes de entrar, limpa as botas
num tapete de compridos pêlos
e sacode, distraído,
as muitas borboletas de mil cores
que lhe pousaram nos ombros, nos cabelos.
Álvaro Magalhães,
in "O reino perdido", 2000


.png)
Querida Maria,
ResponderEliminarA natureza tem tanta beleza que não precisamos caçar borboletas para sentir esse prazer, só admirar as suas maravilhas e deixar a natureza nos invadir com o seu encanto.
Um grande abraço!
Que bonita historia narrada en versos. La naturaleza y sus habitantes saben como hacernos felices. Un abrazo, María.
ResponderEliminarBelo, Maria. Álvaro Magalhães mostrando um edifício de beleza e encanto.
ResponderEliminarPerfeito.
Beijo,
SOL da Esteva
Não é fácil escrever para crianças...
ResponderEliminarO poema é belo e edificante.
Beijinho
~~~