As palavras do amor expiram como os versos,
Com que adoço a amargura e embalo o pensamento:
Vagos clarões, vapor de perfumes dispersos,
Vidas que não têm vida, existências que invento;
Esplendor cedo morto, ânsia breve, universos
De pó, que um sopro espalha ao torvelim do vento,
Raios de sol, no oceano entre as águas imersos,
- As palavras da fé vivem num só momento...
Mas as palavras más, as do ódio e do despeito,
O "não!" que desengana, o "nunca!" que alucina,
E as do aleive, em balões, e as da mofa, em risadas,
Abrasam-nos o ouvido e entram-nos pelo peito:
Ficam no coração, numa inércia assassina,
Imóveis e imortais, como pedras geladas.
Olavo Bilac
In Literatura Comentada
Com que adoço a amargura e embalo o pensamento:
Vagos clarões, vapor de perfumes dispersos,
Vidas que não têm vida, existências que invento;
Esplendor cedo morto, ânsia breve, universos
De pó, que um sopro espalha ao torvelim do vento,
Raios de sol, no oceano entre as águas imersos,
- As palavras da fé vivem num só momento...
Mas as palavras más, as do ódio e do despeito,
O "não!" que desengana, o "nunca!" que alucina,
E as do aleive, em balões, e as da mofa, em risadas,
Abrasam-nos o ouvido e entram-nos pelo peito:
Ficam no coração, numa inércia assassina,
Imóveis e imortais, como pedras geladas.
Olavo Bilac
In Literatura Comentada



Que dizer?!...
ResponderEliminarEste soneto de alexandrinos é uma obra magnífica!...
De um insigne mestre da Língua Portuguesa!
Agradeço a oportunidade de reler.
Abraço
~~~
Excelente escolha, Maria.
ResponderEliminarÉ excelente este Soneto de Olavo Bilac. É de palavras que se alimenta a Poesia.
Obrigado por no-lo trazeres a destaque.
Beijo,
SOL da Esteva
Una obra tremenda. Me encantó! Un abrazo, Maria
ResponderEliminarLas palabras de amor siempre serán un bálsamo para nuestras vidas, y nos servirán de consuelo, en cambio las palabras de odio envenenan el alma, estimada María. Gracias por compartir este bello poema. Un abrazo.
ResponderEliminarUma reflexão poderosa sobre a força e a permanência do que dizemos. Seus versos contrastam com maestria a fragilidade do amor com a dureza eterna das palavras que ferem.
ResponderEliminarÉ uma lição de sensibilidade e técnica, onde cada estrofe nos faz sentir o peso do silêncio e do som. Parabéns por compartilhar essa joia de Bilac, um fraterno abraço!
Hola María. Buenos días.
ResponderEliminarLas palabras de amor en cada amanecer se necesitan cada vez más. El poema es muy especial y hermoso con tanto amor.
Feliz miércoles.
Un abrazo.
Mónica.
Olavo gênio, né.
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