segunda-feira, outubro 07, 2019

Sonho, vigília, noite, madrugada



Sonho, vigília, noite, madrugada?
Um a um, desfolhei os sete véus,
e adormecido o corpo, a alma acordada,
um a um, escalei os sete céus.

Sem limites de tempo nem espaço,
quanto tempo durou minha viagem?
Andei mundos sem dor e sem cansaço,
ficou, em meu lugar, a minha imagem.

Agora, de regresso, cumpro a pena.
Tudo esqueci dessa abismal distância
mas algo é diferente: volto à arena
com uma nova inocência, um gosto a infância.

Serena, com uma paz desconhecida,
aceito, sem revolta, a humana sorte:
viver, da Vida, esta pequena vida,
morrer, da Morte, esta pequena morte.


Maria Fernanda Teles de Castro





5 comentários:

  1. Uma escolha magistral!!

    Beijos. Boa noite!

    ResponderEliminar
  2. Não conheço a autora.
    Mas, como gostei imenso do poema, vou informar-me acerca dela.
    Penso que merece ser explorada (no bom sentido, é claro! 😄)

    Desejo bom Fim-de-semana
    Beijinhos
    MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

    ResponderEliminar
  3. Não conheço a poetisa em questão, mas gostei bastante do poema.
    De facto, a vida é uma viagem, que tem muitos véus e céus e para percorrê-la levamos tempo, mas se for bem aproveitado, vale a pena.

    Beijos, Maria e bom fim de semana.

    ResponderEliminar
  4. Belo sentimento na poesia de Maria Fernanda.
    Sensibilidade para poetizar este momento.
    Gostei Maria.
    Beijo

    ResponderEliminar

Topo