05/01/2026

Inverno - Guerra Junqueiro





A asa do vento gela. O céu desaba
Em nuvens densas, duras, sem alento.
Nas árvores cansadas, a nortada
Dobra os ramos ao peso do momento.

Que longa que é a noite! E como é fria!
Mas brilha a luz humilde de um candeeiro,
E dentro dela cabe um sol inteiro:
O calor de uma mão, de uma alegria.


Guerra junqueiro





4 comentários:

  1. Ola, amiga Maria!
    Um sol que aquece e extasia a alma.
    Lindo poema!
    Tenha dias abençoados e felizes!
    Beijinhos fraternos

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  2. Gostei, obrigada.
    Guerra Junqueiro tem poemas que me agradam muito.
    Que frioooo!
    Tenha um mês de Janeiro aconchegante e feliz.
    Beijinhos
    -‐-----

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  3. Guerra Junqueiro é um poeta extraordinário, cujos poemas merecem sempre uma leitura atenta.
    Abraço de amizade.
    Juvenal Nunes

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  4. Obrigada por compartilhar tão lindo poema, Maria
    Te desejo um Feliz Ano Novo
    Beijinhos
    Verena

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