05/01/2026

Inverno - Guerra Junqueiro





A asa do vento gela. O céu desaba
Em nuvens densas, duras, sem alento.
Nas árvores cansadas, a nortada
Dobra os ramos ao peso do momento.

Que longa que é a noite! E como é fria!
Mas brilha a luz humilde de um candeeiro,
E dentro dela cabe um sol inteiro:
O calor de uma mão, de uma alegria.


Guerra junqueiro





1 comentário:

  1. Ola, amiga Maria!
    Um sol que aquece e extasia a alma.
    Lindo poema!
    Tenha dias abençoados e felizes!
    Beijinhos fraternos

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