14/11/2014

0 A montanha da Vida




A vida pode ser comparada à conquista de uma montanha. Como a vida, ela possui altos e baixos. Para ser conquistada, deve merecer detalhada observação, a fim de que a chegada ao topo se dê com sucesso.



Todo alpinista sabe que deve ter equipamento apropriado. Quanto mais alta a montanha, maiores os cuidados e mais detalhados os preparativos.
No momento da escalada, o início parece ser fácil. Quanto mais subimos, mais árduo vai se tornando o caminho.




Chegando a uma primeira etapa, necessitamos de toda a força para prosseguir. O importante é perseguir o ideal: chegar ao topo.
À medida que subimos, o panorama que se descortina é maravilhoso. As paisagens se desdobram à vista, mostrando-nos o verde intenso das árvores, as rochas pontiagudas desafiando o céu. Lá embaixo, as casas dos homens tão pequenas...
É dali, do alto, que percebemos que os nossos problemas, aqueles que já foram superados são do tamanho daquelas casinhas.




Pode acontecer que um pequeno descuido nos faça perder o equilíbrio e rolamos montanha abaixo. Batemos com violência em algum arbusto e podemos ficar presos na frincha de uma pedra.
É aí que precisamos de um amigo para nos auxiliar. Podemos estar machucados, feridos ao ponto de não conseguir, por nós mesmos, sair do lugar. O amigo vem e nos cura os ferimentos.
Estende-nos as mãos, puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada. Os pés e as mãos vão se firmando, a corda nos prende ao amigo que nos puxa para a subida.




Na longa jornada, os espaços acima vão sendo conquistados dia a dia.
Por vezes, o ar parece tão rarefeito que sentimos dificuldade para respirar. O que nos salva é o equipamento certo para este momento.
Depois vêm as tempestades de neve, os ventos gélidos que são os problemas e as dificuldades que ainda não superamos.




Se escorregamos numa ladeira de incertezas, podemos usar as nossas habilidades para parar e voltar de novo. Se caímos num buraco de falsidade de alguém que estava coberto de neve, sabemos a técnica para nos levantar sem torcer o pé e sem machucar quem esteja por perto.

Para a escalada da montanha da vida, é preciso aprender a subir e descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem.
Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha.




Para os alpinistas, os mais altos picos são os que mais os atraem. Eles desejam alcançar o topo e se esmeram.
Preparam-se durante meses. Selecionam equipa, material e depois se dispõem para a grande conquista.
Um desses arrojados alpinistas, Waldemar Nicliewicz, o brasileiro que conquistou o Everest, disse: Quem de nós não quer chegar ao alto de sua própria montanha?




Todos nós temos um desejo, um sonho, um objetivo, um verdadeiro Everest. E este Everest não tem 8.848 metros de altitude, nem está entre a China e o Nepal. Este Everest está dentro de nós.
É preciso ir em busca deste Everest, de nossa mais profunda realização.

Fonte: "Momento de Reflexão"

28/10/2014

0 Perdi os meus Fantásticos Castelos




Perdi meus fantásticos castelos
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!

Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!

Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...

Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...


Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"


20/10/2014

0 Natureza na Cidade

Vivo na cidade, onde predominam os prédios, carros, barulho, agitação e correria, enfim, longe da Natureza que tanto admiro. Graças a Deus que trabalho num local onde existe um lindo jardim e logo pela manhã, antes de entrar no escritório e me sentar em frente do computador para trabalhar, esta visão da natureza é um bálsamo para a minha alma.




Nesses rápidos instantes em que os meus olhos observam o jardim sinto-me feliz, é como se toda a magia da natureza inundasse o meu espírito.




A felicidade é um momento fugaz, surge sem aviso prévio e parte da mesma maneira, por isso devemos ter sempre o nosso coração pronto para a SENTIR chegar.




Para mim não há vidas felizes e vidas infelizes, a vida tem é momentos felizes, rotina (dia-a-dia) e momentos infelizes. É fundamental ter o espírito sempre aberto para apreciar dentro da nossa rotina diária, cada momento feliz que possa surgir e ele pode estar na beleza de uma flor, no orvalho da manhã que repousa delicadamente na relva, no canto de uma ave, no sorriso de uma criança, nas palavras doces de um amigo, no abraço dos nossos filhos, no olhar ou gesto terno do nosso(a) companheiro(a)...




Cada momento destes é único, bonito, especial e enche o meu coração de felicidade.



Sou de opinião que devemos sempre partilhar o que nos deixa felizes, para que essa felicidade possa tocar também o coração de todos os que nos rodeiam, por isso, aqui deixo algumas fotografias que tirei, para todos os amigos que me visitarem.




"Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz." ( Madre Teresa de Calcutá )

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