08/12/2023

22 XIV Interação Fraterna de Natal 2023 da amiga Rosélia


Aceitando com muito prazer o convite da Amiga Rosélia do Blogue Espiritual Idade, deixo a minha participação nesta fraterna interação de Natal.






O Tema é:

Você acredita em anjos?



Os anjos são frequentemente retratados como seres celestiais, com asas brancas e halos brilhantes. Eles são vistos como seres de amor e compaixão, que estão sempre prontos para ajudar aqueles que necessitam.

Mas os anjos não precisam ter asas ou halos para serem verdadeiros anjos. Os anjos na terra são seres especiais, pessoas cujas asas invisíveis são feitas de generosidade e compaixão. São indivíduos que iluminam o caminho dos outros com a luz do amor altruísta. Eles estendem a mão quando alguém está prestes a cair, oferecem o ombro para chorar e são faróis de luz em tempos de escuridão. São a personificação da compaixão, a expressão viva da empatia. Eles fazem a diferença neste mundo que por vezes pode ser tão cruel e indiferente.

Se me perguntassem “você acredita em anjos?”, eu diria que sim, pois na correria do nosso dia a dia, cruzamos com esses anjos disfarçados como vizinhos, colegas, amigos ou até mesmo estranhos. Eles compartilham sorrisos que curam, palavras que confortam e gestos que restauram a fé na humanidade. Eles iluminam a nossa vida nos momentos mais sombrios. São como estrelas cadentes na nossa jornada, deixando um rastro de esperança e inspiração. Celebremos esses anjos na terra, expressando a nossa gratidão.




Tentemos ser também anjos na vida de alguém, espalhando amor, generosidade e compaixão por onde passamos. Cada ato de bondade, por menor que seja, contribui para a construção de um mundo melhor, mais amigo e solidário.


Um Feliz Natal para todos!

02/12/2023

3 Poema de Manuel da Fonseca - O Vagabundo do Mar




Sou barco de vela e remo
sou vagabundo do mar.
Não tenho escala marcada
nem hora para chegar:
é tudo conforme o vento,
tudo conforme a maré…
Muitas vezes acontece largar o rumo tomado
da praia para onde ia…
Foi o vento que virou?
foi o mar que enraiveceu
e não há porto de abrigo?
ou foi a minha vontade
de vagabundo do mar?
Sei lá.
Fosse o que fosse
não tenho rota marcada
ando ao sabor da maré.
É por isso, meus amigos,
que a tempestade da Vida
me apanhou no alto mar.
E agora
queira, ou não queira
cara alegre e braço forte:
estou no meu posto a lutar!
Se for ao fundo acabou-se.
Estas coisas acontecem
aos vagabundos do mar.


Manuel da Fonseca
Rosa dos Ventos. Lisboa, ed. do autor, 1940



0 Chove dentro da minha Alma






Ouço bem a chuva que dentro da minha alma cai.
Debruço-me num tempo erguido pela nostalgia
e a chuva é mais fria.
Procuro em meu coração uma tristeza qualquer;
talvez assim encontre aquecimento
e mude o ritmo da chuva
por algum momento.
Busca em vão.
A chuva continua em compasso firme e lento
desacompanhada de vento.
Procuro em meu coração
um segundo de descanso
e talvez de exultação;
novamente recorri em vão.
Chove dentro da minha alma
o pranto das noites frias
e das inumeráveis tristezas sem razão.

Adalgisa Nery



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