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25/02/2019

2 Plenitude - Poema de Sebastião Gama




Sorri, sorriste. O Mundo era pequeno.
Mas bastava. Cabia nele, intacto,
o encantamento pleno
que te detinha ali, junto de mim,
que nos detinha ali, serenos, puros
longe da multidão, longe do Tempo
rio que passava ao largo e nós ficávamos.


Sebastião Gama


24/01/2018

0 Plenitude - Poema de Sebastião Gama





Sorri, sorriste. O Mundo era pequeno.
Mas bastava. Cabia nele, intacto,
o encantamento pleno
que te detinha ali, junto de mim,
que nos detinha ali, serenos, puros
longe da multidão, longe do Tempo
rio que passava ao largo e nós ficávamos.

Sebastião Gama


0 Papagaio de Papel - Poema de Sebastião Gama




Deixem-no lá, deixem-no lá, o papagaio!
Deixem-no lá, bem preso à terra,
vibrando!

Aos arranques,
a fazer tremer a terra,
a querer voar
pelo ar
até pertinho do Céu…

Deixem-no lá, deixem-no lá, o papagaio!
Deixem-no lá viver a sua inquietação
e ser verdade aquela ânsia
de fugir.
Não lhe cortem o cordel!
Poupem o papagaio à dor enorme
de cair,
papel inútil, roto, pelo chão.

Não lhe ensinem,
ao pobre papagaio de papel,
que a sua inquietação
é a única força que ele tem.

Deixem-no lá,
naquela ânsia de fuga,
no sonho (a que uma navalha
pode dar o triste fim)
de fazer ninho no Céu:
Sempre anda longe da terra, assim,
o comprimento do cordel…

Deixem-no lá, deixem-no lá,
o papagaio de papel!...

Sebastião Gama



0 O Sonho - Poema de Sebastião da Gama




Pelo Sonho é que vamos, 
comovidos e mudos. 
Chegamos? Não chegamos? 
Haja ou não haja frutos, 
pelo Sonho é que vamos. 

Basta a fé no que temos. 
Basta a esperança naquilo 
que talvez não teremos. 
Basta que a alma demos, 
com a mesma alegria, 
ao que desconhecemos 
e ao que é do dia-a-dia. 

Chegamos? Não chegamos? 

— Partimos. Vamos. Somos. 


Sebastião da Gama

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