sábado, 30 de janeiro de 2021

Sem Bússula, Sem Leme





Cansada, exausta, do labor insano
duma vida incolor, sem fantasia,
vou ver se encontro, noutro meridiano,
a emoção que desejo em cada dia.

Vou procurar, sem lógica, sem plano,
um pouco de aventura, de alegria.
Não mais o miserável quotidiano,
antes o vendaval que a calmaria.

Antes dor... No barco em que navego,
sem bússola, sem leme, louco e cego,
vou procurar inexistentes rotas.

Ó meu veleiro doido, sem governo,
a caminho, talvez, do céu, do inferno,
sobre espumas e asas de gaivotas.


Maria Fernanda Teles de Castro e Quadros Ferro




4 comentários:

  1. Uma escolha sublime! Amei o poema!!

    -
    A voz que me afaga e endoidece
    .
    Beijo, e bom fim de semana.

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  2. Olá!
    Bonito poema.
    Às vezes navegamos sem rumo, pois a bússola deu um problema ou se quebrou.
    Mas temos a fé nesse navegar, seja em mares brandos ou bravios.
    Se atraca num porto seguro.
    Boa semana
    Beijo

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  3. Todos debemos navegar alguna vez sin rumbo fijo y dejarnos llevar a merced de nuestro corazón.
    Un fuerte abrazo y buen resto de domingo.

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  4. A vida precisa da caixa de lápis de cor.
    Boa semana.Bjs.

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