sábado, 20 de fevereiro de 2021

Poema Canção ao Mar (Mar Eterno) - Eugénio Tavares




Oh mar eterno sem fundo,
Sem fim
Oh mar de túrbidas vagas,
Oh mar!
De ti e das bocas do mundo
A mim
Só me vem dores e pragas,
Oh mar!

Que mal te fiz,oh mar, oh mar
Que ao ver-me pões-te a arfar, a arfar
Quebrando as ondas tuas
De encontro às rochas nuas

Suspende a zanga um momento
Escuta
A voz do meu sofrimento
Na luta
Que o amor acende em meu peito
Desfeito
De tanto amar e penar, oh mar!

Que até parece oh mar, oh mar
Um coração a arfar, a arfar
Em ondas pelas fráguas
Quebrando as suas máguas
Dá-me notícias do meu amor, Amor
Que um dia os ventos do céu, Oh dor!
Nos seus braços furiosos
Levaram
E ao meu sorriso, invejosos,
Roubaram

Não mais voltou ao lar, ao lar
Não mais o vi oh mar, oh mar
Mar fria sepultura
Desta minha alma escura

Roubaste-me a luz querida
Do amor,
E me deixaste sem vida
No horror
Oh alma da tempestade
Amansa,
Não me leves a saudade
E a esperança

Que esta saudade, é quem, é quem
Me ampara tão fiel, fiel
É como a doce mãe
Suavíssima e cruel

Mas mágoas

desta aflição
Que agita
Meu infeliz coração,
Bendita,
Bendita seja a esperança
Que ainda
Lá me promete a bonança
Tão linda!


Eugénio  Tavares


4 comentários:

  1. Un bello poema María. La mar no conoce de debilidades ni de estabilidad emocional, la mar siempre es dura y traicionera.
    Un fuerte abrazo y buen fin de semana.

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  2. Muito obrigada pela partilha do poema!! :)
    -
    Dedico meu brinde, ao verbo amar.
    -
    Beijo e um excelente fim de semana

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  3. Gostei e conhecer o autor e o poema...

    Quem vive em Brava, vive numa jangada sobre o mar...
    Soube agora que a sua pracinha tem o nome deste poeta...
    Ótima punlicação...

    Bom domingo. Beijinho
    ~~~~~~

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  4. Olá Maria
    Muito bonito
    É gratificante mirar o mar e para ele cantar
    Beijo e feliz semana

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