23/05/2020

5 Os degraus - Poema de Mário Quintana




Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...



Mário Quintana in (Báu de Espantos)




14/05/2020

10 À Tua Palavra (eu quero ser a luz)





Eu quero ser a luz
Eu quero ser o sal
Chamaste-me, Senhor!
E eu respondo: "Eis-me aqui".
Eu quero ser a luz
Eu quero ser o sal
Tu deste-me a vida
E eu me entrego a Ti.

Este mundo anseia
Pela paz e a verdade
Uma terra que não salga
Um coração que não arde
Eu quero ser a luz
Que enfrenta
Com a força,
A coragem de vencer.

À Tua Palavra
Lançarei as minhas redes
Sei que estás ao meu lado
E eu quero arriscar por ti
Faço-me ao largo
Só em ti eu confio
E quando me sentir cansado
É em teu regaço que descansarei

Cântico Litúrgico

 Letra: Daniel Pereira e Victor Palma





05/05/2020

8 Tanta Tristeza nas Águas





Tanta tristeza nas águas
na face que refletia
o espelho frágil da lua
miragem melancolia.

Em que reino vive agora
a princesa que vivia
na infância sob amoreiras
acesas à luz do dia?

Onde o sol, onde o tumulto
de pombas no céu ardente
onde o frio da tarde morta
entre escombros do poente?

Tanta tristeza nas águas
na face que refletia
o espelho frágil da lua
miragem melancolia.

Onde a lua marinheira
no alto céu que surgia –
negro mar cheio de espantos
mordido de ventanias?

Onde o Rei do reino ausente
onde a fada que fazia
do mundo um sono profundo
e do sonho a luz do dia?

Tanta tristeza nas águas
na face que refletia
o espelho frágil da lua
miragem melancolia.


Dora Ferreira da Silva in Poesia Reunida


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