domingo, 14 de junho de 2020

Rio - Poema de Jorge Guillén




Como vai serena a água!
Unifica silêncios.
À deriva, espadas
de cristal afiam, lenta
espera, seus gumes...
O mar precisa delas.
Porém, uma frescura errante
dispersa vozes apaixonadas
por todo o rio.
Elas pedem, juram, recitam.
Pulsação da correnteza!
Como bate! Delira!
Sob as águas singram
céus íntimos.
A corola do ar profundo
ilumina-se.
As vozes seguem ainda
mais apaixonadas. Vão ansiosas.
Eu queria, eu queria...
Todo o rio suspira.


Jorge Guillén





9 comentários:

  1. Poema intenso, profundo, mostrando uma certa e bela sensualidade. Gostei demais de ler
    Bom gosto na escolha poética
    -
    Tenha uma boa noite
    Deixando uma 🌹

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  2. Boa noite de Domingo, querida amiga Maria!
    Linda a imagem e o poema que não conhecia.
    Belo momento de ternura!
    Tenha uma nova semana abençoada, amiga!
    Bjm carinhoso e fraterno de paz e bem

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  3. Many thanks for sharing this poem …

    All the best Jan

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  4. Maravilhoso poema!
    Bela escolha.
    Boa tarde!
    Beijos.

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  5. Que lindo, não conhecia o poeta Jorge Guillén!
    Obrigada, querida, pela rica partilha, mais um poeta a pesquisar.
    beijo!

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  6. Obrigado pela partilha deste poema. Lindo.


    Beijo
    SOL

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