domingo, setembro 16, 2018

Contemplo o Lago Mudo



Contemplo o lago mudo
Que uma brisa estremece.
Não sei se penso em tudo
Ou se tudo me esquece.

O lago nada me diz,
Não sinto a brisa mexê-lo
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.

 Trémulos vincos risonhos
Na água adormecida.
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?


Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"


7 comentários:

  1. Linda poesia.

    Arthur Claro
    http://www.arthur-claro.blogspot.com

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  2. Hi Maria.

    Wonderful card you have made.
    Beautiful poem.

    Groettie from Patricia.

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  3. A gravura é muito linda, Maria e o célebre
    poema de Pessoa é tão íntimo, tão verdadeiro
    em relação ao autor...
    Uma excelente despedida de Verão...
    Abraço amistoso.
    ~~~~

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  4. Uma escolha soberba!! Amei!!

    A lacuna na inspiração
    Beijos e uma excelente semana.

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  5. Bonito poema e uma bela imagem.

    Isabel Sá
    Brilhos da Moda

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  6. Olá, Maria, nessas de navegar sem rumo por esses mares da internet, acabei chegando ao teu blogue, e logo me deparei com o Pessoa e essa pergunta ao final do poema. Voltarei mais vezes, um abraço

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  7. Simples e Belos....,é Pessoa...
    Beijo

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