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06/04/2024

4 Entre o Céu e o Mar - Alvina Nunes Tzovenos




Entre o céu e o mar
Há o infinito de esperas,
Conflito de incertezas,
Interrogação de cores,
Tristeza no olhar,
Prenúncio de paisagens.


Alvina Nunes Tzovenos
in “Busca de Infinitos”





04/03/2024

12 Um mês pelo Dia Mundial da Poesia - Participação no Blogue amiga Rosélia





Foi com muito prazer que aceitei o convite da Amiga Rosélia no Blogue Escritos da Alma, para participar do Dia Mundial da Poesia. Como não sou poeta, deixo como minha participação, um poema de Alvina Tzovenos.


Violinos em Festa



Li um dia, não sei onde

Há uma quietude no ar,
há rouxinóis perdidos
e a carícia que é sentida...

Que doce melancolia!

Há emoções,
violinos em magia,

É poesia
plena de paixão!


Alvina Tzovenos
In Sonhos e Vivências



Miminho recebido da amiga Rosélia. Muito obrigado  ❤️



08/04/2023

2 Não se esqueça Jamais - Alvina Nunes Tzovenos





quando a mágoa
viajante costumeiro
tinge de maresias
a boca silenciosa
de tantos
de todos os meus dias.

quando a alegria
máscara brincalhona
fingindo felicidade
margeia de folhagem
como pingos d’água
toda uma estrada
a de todas as horas minhas.

Não se esquece jamais mágoa e alegria
dança vertiginosa
no palco de tantas fantasias.

Alvina Nunes Tzovenos
de Palavras ao Tempo



11/03/2023

4 NOSSAS CRENÇAS - Alvina Nunes Tzovenos




Há em todos nós uma aurora humana
de pedestais sem flores negras
quando falamos com olhos nos céus.
Há em todos nós um crepúsculo
nunca desumano
porque roseirais nunca queimados
estão a nos habitar a cada momento
no toque de cada pulsação
sem vestígios de veias sepultadas.
Há em todos nós heras silenciosas
que nos habitam sem sombras
quando sabemos amar.
Há em todos nós um grito de espera
sem névoa ou frio
ainda que primaveras
perdidas entre sóis quebrados
teimem a nos açoitarem em cólera.


Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo



 

29/10/2022

7 Longos Passos





Sente-se na vidraça da alma
uma ténue luz e sombra
de velhos fantasmas
habitantes de nossas horas.

Sente-se a solitária solidão
a verter lágrimas
quando a hora tornou-se escrava
dos pensamentos.

Sente-se a voz fugidia e quente
das noites abandonadas
a falarem com ventos quebrados
quando o relógio apressou-se demais.

Sente-se a vida galopando
e a imitar andorinhas
que escondem seus olhos
porque fingem que não sentem
a vida passando . . .


Alvina Nunes Tzovenos
De Palvras ao Vento




07/10/2022

8 Destinos - Poema de Alvina Nunes Tzovenos





E as naves partiram
levando rumos desiguais.

Era noite
e os barcos não vinham.

Havia um regresso de vozes
e um peso de solidão grunhindo no ar.

A manhã custava a se fazer
era um parto demorado
com manchas douradas
que anunciavam um novo ser.

Os campos choravam de bênçãos
e, o ar doce, feria de odores
as narinas da manhã já desperta.

Ouvia-se a vida
no amor das flores, no sabor das cores e no odor
das horas que se assenhoreavam.

. . . éramos nós que amanhecíamos
. . . éramos nós que amávamos
amávamos o amor da Vida!


Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo





03/08/2021

9 Poema - Sobrevivência - Alvina Nunes Tzovenos




Imagens fulgidas bailam no segredo das horas
brincam de luas
redemoinham emoções em espirais de fogo.

Imagens secas ou desfolhadas
manchadas de luz severa
não vestem intenções.

Revoltas em cinzas
brincam de quimeras.

Imagens crianças
risonhas prometem céus.

Imagens esperanças
gritantes
imitam o marulhar das águas.

Imagens retalhos vermelhos
prometem auroras
na crença de todas as horas.


Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo




13/03/2021

7 Amo-te Mais - Poema de Alvina Nunes Tzovenos





Assim...
como são os pássaros
unidos
produzindo orquestração.
Assim
como são as flores:
beijando-se num buquê.
Assim
como são as estrelas,
mirando-se...
em sua constelação

Assim
são as horas e os dias
contigo.
Agasalham-se mais
no calor
da presença
sorrindo ao amor.


Alvina Tzovenos
In Sonhos e Vivências


08/02/2020

5 Meu Barco - Poema de Alvina Tzovenos




Ele sempre chega,
quando meus sonhos canções
florescem verões.


Sempre parte,
quando lágrimas estrelas
escurecem meu poente.


Meu barco hoje,
só quero-o em brinquedo,
namorando em minhas águas. . .
. . . não quero vê-lo navegar!
. . . ilusões p’ra longe levar?
e talvez,
nunca mais voltar?


Alvina Tzovenos
In: Buscas de Infinitos


17/01/2018

0 Vivendo - Alvina Nunes Tzovenos





Busca-se a vida
Leva-se a vida.

... risonha folha
ao desfolhar-se
... rio desavisado
ao perder-se.

Indefinições
de uma lágrima
nunca formada
de um desejo
nunca afirmado
ou
de um sonho
de um sonho sonhado
mas nunca realizado.

Vida
deus ou fantasma
pensamento embaralhado
imaginação vazia
claridade e escuridão
comodidade ou desencontro
Tolerância apenas ...



Alvina Nunes Tzovenos, in “Palavras ao Tempo”



0 Vidas que Passam - Alviana Tzovenos





Velho Ano embarcando
. . . sabor de caricias já mortas.

Novo Ano cantando
. . . ilusão de ofertas tão mornas.

Novo Ano a nascer
é uma estrela amanhecendo . . .

Velho Ano a morrer
é um pássaro fenecendo . . .

Anos brotando
Anos partindo,
. . . madrigais floreando
. . . barcos fugindo

Novo Ano, Velho Ano
. . . janelas de vidas
. . . folhas secas . . . repertidas.

Velho é o Ano em que novo
sorriu numa noite assim . . .
ANO NOVO - és para mim
aquele ANO VELHO – o mesmo sem fim!



Alviana Tzovenos
In: Buscas de Infinitos

0 Tudo em Vão - Alvina Nunes Tzovenos





Galopei pelos sonhos da noite e lá
enchi de ilusões trigais
todas as minhas taças
de compreensão, doação
mas depois
esfacelando-me como cristais
viu seu pó dissolver-se ao vento
sem indagações nem respostas.
Voltei só
com o peito apertado
como se volta de uma guerra
sem vitórias, sem medalhas.

Recompus-me só
como ave ferida.
Ergui meus gastos pedestais
sorvi o beijo das auroras claras
e lancei-me aos horizontes verdes
convidativo às caminhadas.

E continuei novamente
a sorrir dentro da noite.



Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo




0 Tu - Alvina Nunes Tzovenos





Em minha mocidade,
Olhando os céus
Procurei-te nas estrelas.

Onde andavas ..?
Em que paragens
Longínquas,
Além mares?

Eu só esperava ...
E uma estrela
Logo chorou ...

De repente
Criou
Alma, corpo e vida.
E descendo docemente,
Quase divinamente,
Chamou-se TU !


Alvina Nunes Tzovenos
de 'Sonhos e vivencias'


0 Sou Feita Assim - Alvina Nunes Tzovenos




Sou Feita Assim


de conchas que o mar arremessa
na areia pálida e inexpressiva
de meus dias e minhas noites.

de ar triste
como as longas tardes
nubladas de tantos invernos.

de incertezas na ânsia incontida de
descobrir novos brinquedos.
(nunca machucados)

de uma argila descolorida
buscando formas, perfumes e sorrisos
sorrisos de todas as rosas.

Sou feita assim
á espera do irreal.


Alvina Nunes Tzovenos, in “Palavras ao Tempo”

0 Ser Pássaro - Alvina Tzovenos




Quisera ser pássaro
Liberta de preocupações
E cruzando mares e terras
Abençoar as amplidões !

Levaria mensagens

A longínquos destinos:
... restos de saudades!

Em outras paragens

De redobrados caminhos
Eu cantaria meus hinos:
... horizontes de carinhos !

Na leveza da graça,

Rapidez do passo,
Plumagem da raça,
Que seria doçura
Desconhecendo a amargura ...

E traria o amanhecer

Entre as mãos
Como promessa de vida,
Ater cegar-me o entardecer!

Aos céus em oração,

Eu ensinaria aos homens:
“O VOO DA PERFEIÇÃO”!


Alvina Tzovenos, em "Sonhos e vivências".


0 Rios - Alvina Nunes Tzovenos





Rios de minh’alma
Caudalosos de amor,
Correntezas sem calma
Descolorindo-se
Às vezes em dor!

Nascentes tão puras,
Despejam venturas
Após desventuras,
Naufrágios de Amor!

Ontem turbulentos,
Hoje venturosos,
Amanhã silenciosos

...águas de sangue
...águas de luz!

Rios de minh’alma:
- desviastes tantos cursos
Buscando margens seguras ..!

Repousastes
Num eterno espraiar ...,


Alvina Nunes Tzovenos, in “Sonhos e vivencias”



0 Remendando Cristais - Alvina Nunes Tzovenos





Em quais vezes já morri?
Por quantas vezes já morri?

Que importa?
A quem importa?

O vento varre tudo.
A chuva vai e vem
vem e vai.
O sol também morre.
Coitado do sol.
Mas
enquanto houver
ainda horizontes meus
bordados pelas esperanças minhas.
Oh! essas ilusórias auroras.

E enquanto houver ainda
rosas e paisagens
em retinas minhas
minhas telas
fugazes ou mentirosas
então talvez
eu ainda, ainda ressuscite
podendo lutar
e comigo brigar
na ânsia louca de buscar
vozes, olhares e gestos
e como num carnaval brincar
dentro e abraçada ao calor
dos verbos: Voltar – Acreditar.

 Alvina Nunes Tzovenos 
In: Palavras ao Tempo


0 Redes ao Mar - Alviana Tzovenos





Em busca dos horizontes
serei sempre
pescadora de ilusões.

Em minha rede quimera
dormirão meus longos verões
criança sonho . . . primavera.

E nas manhãs e tardinhas
das minhas águas azuis,
meus doces verdes cardumes
os beijarei numa espera . . .

ao entoar minha Paz
abraçando noites-perfumes!



Alviana Tzovenos, In “Buscas de Infinitos”



0 Poças de Água - Alvina Nunes Tzovenos






. . . poesia dançando nos campos da alma
na evocação da presença lágrima
a dormir na prece do vento irrequieto.


. . . murmúrio do amor que se deitou sozinho
na cama fria da desesperança
com saudade do abraço que aquece os corpos
do beijo a sussurrar promessas presença.


. . . procissão de vozes a se fazerem mar verde
de versos que o vento beija sem chorar
de ilhas virgens a não se deixarem tocar.


Poças d’água
em meus olhos pisados de paisagens alagadas
inundados de todas as vivencias
vivencias de meus horizontes tímidos
a repousarem sobre estradas gritantes.



Alvina Nunes Tzovenos
in 'Palavras ao vento'



0 Palavras ao Vento - Alvina Nunes Tzovenos




. . .  giram no ar
       e como gazelas longínquas
       ou flor sem espinho
       só fogem e cansam e desolam.

. . .  gritam ao tempo
       em branco
       e do outono
       tudo dizem.

. . .  frívolas ou mentirosas
       não marcam horas
       ou dizem das estações.

. . .  castigam bocas
       sedentas de verdade.

. . .  flutuam
       são barcos
       sem memória.

. . .  vazias
       cantam baladas
       baixinho, sem vida.

Palavras ao vento
-tu as levaste
mas nunca
  as entregas-te a mim.



Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo




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