24/08/2026

Gato - Alexandre O'Neill


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Que fazes por aqui, ó gato?
Que ambiguidade vens explorar?
Senhor de ti, avanças, cauto,
meio agastado e sempre a disfarçar
o que afinal não tens e eu te empresto,
ó gato, pesadelo lento e lesto,
fofo no pêlo, frio no olhar!

De que obscura força és a morada?
Qual o crime de que foste testemunha?
Que deus te deu a repentina unha
que rubrica esta mão, aquela cara?
Gato, cúmplice de um medo
ainda sem palavras, sem enredos,
quem somos nós, teus donos ou teus servos?


Alexandre O'Neill





2 comentários:

  1. Los versos tienen una genialidad hermosa para describir a esos seres misteriosos y a veces simpáticos. En casa vive uno y su nombre es Leo. Un abrazo, Maria.

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  2. Buen poema...intriga de gato...

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