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No comboio descendente
Vinha tudo à gargalhada,
Uns por verem rir os outros
E os outros sem ser por nada –
No comboio descendente
De Queluz à Cruz Quebrada...
No comboio descendente
Vinham todos à janela,
Uns calados para os outros
E os outros a dar-lhes trela –
No comboio descendente
Da Cruz Quebrada a Palmela...
No comboio descendente
Mas que grande reinação!
Uns dormindo, outros com sono,
E os outros nem sim nem não –
No comboio descendente
De Palmela a Portimão...
Fernando Pessoa, no jornal Sol (1926)
Vinha tudo à gargalhada,
Uns por verem rir os outros
E os outros sem ser por nada –
No comboio descendente
De Queluz à Cruz Quebrada...
No comboio descendente
Vinham todos à janela,
Uns calados para os outros
E os outros a dar-lhes trela –
No comboio descendente
Da Cruz Quebrada a Palmela...
No comboio descendente
Mas que grande reinação!
Uns dormindo, outros com sono,
E os outros nem sim nem não –
No comboio descendente
De Palmela a Portimão...
Fernando Pessoa, no jornal Sol (1926)



Uma viagem cheia de acidentes de percurso.
ResponderEliminarAbraço de amizade.
Juvenal Nunes
Me gustó mucho este poema. Los buenos versos nacen de la vida. Un abrazo.
ResponderEliminarRecuerdos vívidos...también viaje en tren y aún por acá existen ,como de acercamiento
ResponderEliminares bueno volver a viajar en tren.
Hola María. Un suspiro de poema. Agradable de leerlo.
ResponderEliminarUn abrazo.
Mónica.