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20/08/2026

Por Delicadeza - Sophia de Melllo Breyner Andresen


Pode ver outras criações digitais na minha galeria: Arte em AI



Bailarina fui
Mas nunca dancei
Em frente das grades
Só três passos dei

Tão breve o começo
Tão cedo negado
Dancei no avesso
Do tempo bailado

Dançarina fui
Mas nunca bailei
Deixei-me ficar
Na prisão do rei

Onde o mar aberto
E o tempo lavado?
Perdi-me tão perto
Do jardim buscado

Bailarina fui
Mas nunca bailei
Minha vida toda
Como cega errei

Minha vida atada
Nunca a desatei
Como Rimbaud disse
Também direi:

"Juventude ociosa
Por tudo iludida
Por delicadeza
Perdi minha vida."


Sophia de Mello Breyner Andresen




8 comentários:

  1. Não conhecia este poema de Sophia.
    Abraço de amizade.
    Juvenal Nunes

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  2. Amiga Maria, bom dia de Paz!
    Por delicadeza, tem o perdão da vida...
    Tenha dias abençoados!
    Beijinhos fraternos

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  3. Una queja
    hay que asumir las decisiones...

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  4. A Dança é sempre movimentos com harmonia e suavidade. Bela poesia.

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  5. O bailado da Sophia
    É um mote no trabalho.
    O sonho dela dizia,
    Nas cartas do seu baralho,
    Como viver dia a dia.

    Precioso! Amei a partilha.


    Beijo,
    SOL da Esteva



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  6. Quanta delicadeza em teus versos Maria! Lindos Demais!

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  7. Querida Maria,
    A delicadeza da bailarina nos encanta, mas nem sempre a vida é uma dança perfeita! Que lindo poema nos compartilha, achei magnífico.
    Um grande abraço!

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  8. Eu não conhecia a Sophia, mas li algo sobre ela em outra pagina e me encantou sua poesia.
    Uma escolha bonita de sua obra nesta bailarina a dançar pela vida com sua poesia.
    Bela partilha em poesia Maria.
    Bjs

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