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23/07/2026

Sombras - Presciliana Duarte de Almeida





Sombras das ramas verdes e floridas,
Sombras das ave a voar cantando,
Sombras pelas aragens sacudidas,
Sombras de criancinhas tacteando,
Que sois de tantas vidas luminosas?
Que sois? — Vagas imagens tenebrosas!

Assim como sombras incolores,
Meus versos vão correndo mundo em fora
Sem reflectir a luz de meus amores,
Sem o brilho das lágrimas que chora
meu doido coração, enluarado.
Pela saudosa luz do meu passado!

Que sois, meus pobres versos forasteiros?
— Sombras daqueles que adorei na vida...
Como as sombras também sois passageiros!
Em que memoria encontrareis guarida?
Os que me adoram morrerão comigo,
E olvidada serei no meu jazigo...


Presciliana Duarte de Almeida





6 comentários:

  1. Bom dia:- Intenso e profundo.
    .
    Saudações cordiais e poéticas
    .

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  2. Nadie se va si permanece en el recuerdo

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  3. Un poema bellísimo y profundo. Una delicia María. Besitos

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  4. Um poema que convida à reflexão.
    Abraço de amizade.
    Juvenal Nunes

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  5. Não conhecia Presciliana Duarte de Almeida nem a sua Obra.
    Poesia de impacto, que dá bons motivos para ser meditada.
    Grato, Maria, por no-la trazeres a destaque.



    Beijo,
    SOL da Esteva

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