Sombras das ramas verdes e floridas,
Sombras das ave a voar cantando,
Sombras pelas aragens sacudidas,
Sombras de criancinhas tacteando,
Que sois de tantas vidas luminosas?
Que sois? — Vagas imagens tenebrosas!
Assim como sombras incolores,
Meus versos vão correndo mundo em fora
Sem reflectir a luz de meus amores,
Sem o brilho das lágrimas que chora
meu doido coração, enluarado.
Pela saudosa luz do meu passado!
Que sois, meus pobres versos forasteiros?
— Sombras daqueles que adorei na vida...
Como as sombras também sois passageiros!
Em que memoria encontrareis guarida?
Os que me adoram morrerão comigo,
E olvidada serei no meu jazigo...
Presciliana Duarte de Almeida
Sombras das ave a voar cantando,
Sombras pelas aragens sacudidas,
Sombras de criancinhas tacteando,
Que sois de tantas vidas luminosas?
Que sois? — Vagas imagens tenebrosas!
Assim como sombras incolores,
Meus versos vão correndo mundo em fora
Sem reflectir a luz de meus amores,
Sem o brilho das lágrimas que chora
meu doido coração, enluarado.
Pela saudosa luz do meu passado!
Que sois, meus pobres versos forasteiros?
— Sombras daqueles que adorei na vida...
Como as sombras também sois passageiros!
Em que memoria encontrareis guarida?
Os que me adoram morrerão comigo,
E olvidada serei no meu jazigo...
Presciliana Duarte de Almeida



Bom dia:- Intenso e profundo.
ResponderEliminar.
Saudações cordiais e poéticas
.
Nadie se va si permanece en el recuerdo
ResponderEliminarUn poema bellísimo y profundo. Una delicia María. Besitos
ResponderEliminarUm poema que convida à reflexão.
ResponderEliminarAbraço de amizade.
Juvenal Nunes
❤️
ResponderEliminarNão conhecia Presciliana Duarte de Almeida nem a sua Obra.
ResponderEliminarPoesia de impacto, que dá bons motivos para ser meditada.
Grato, Maria, por no-la trazeres a destaque.
Beijo,
SOL da Esteva